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Estudo alerta para consumo de carne exposta em mercados e feiras livres

publicada em 04-06-2010

O trabalho foi realizado por pesquisadores da Universidade Federal Rural de Pernambuco e foi feito em mercados públicos e feiras livres do Recife. No estudo foi possível identificar carnes contaminadas em mercados e feiras livres. Por isso, os pesquisadores alertam o consumidor para a importância de escolher a carne observando primeiramente, o local onde está sendo comercializada.

 

A pesquisa da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) identificou que em mercados públicos e feiras livres da Região Metropolitana do Recife (RMR),  a maioria das carnes de origem caprina e ovina inspecionadas não está dentro dos padrões higiênicos de consumo.

 

De acordo com os pesquisadores, o alimento torna-se impróprio para o consumo humano, por causa do elevado número de micro-organismos presentes. O estudo comprovou a presença de micro-organismos patógenos em quantidades acima dos padrões microbiológicos para alimentos estabelecidos pela RDC n°12, de 2 de janeiro de 2001, da Anvisa.

 

Preocupada com a qualidade da carne que o consumidor leva para casa, a professora do Departamento de Medicina Veterinária (DMV) da UFRPE Andrea Lapenda de Moura, doutora em Inspeção de Carne e Produtos Derivados, e a orientada Iresse Flora de Andrade, colheram amostras em carnes comercializadas nas feiras-livres dos bairros de Rio Doce e Peixinhos, em Olinda, e nos mercados públicos de Camaragibe, São Lourenço da Mata e Paulista. A equipe visitou barracas e boxes que comercializavam carnes e embutidos de caprinos e ovinos.

 

Passando-se por consumidores comuns, os pesquisadores adquiriam 26 amostras dos produtos, com cada peça pesando 500 gramas. As amostras adquiridas foram acondicionadas pelos próprios comerciantes, em embalagens plásticas, e transportadas pelos pesquisadores da UFRPE em caixas isotérmicas – para conservar a integridade do produto. Foram encaminhadas ao Laboratório de Bacterioses do DMV para o devido processamento. Por fim, os pesquisadores fizeram a avaliação das amostras para detectarem possíveis contaminações bacterianas.

 

Os resultados obtidos mostraram que 20 encontravam-se fora dos padrões microbiológicos para Estifilococos coagulase positiva (bactéria encontrada nas fossas nasais, pele e mãos dos animais e humanos); 16 apresentavam Coliformes Termotolerantes, com  positividade para Escherichia coli (bactéria presente na flora intestinal dos animais e humanos); e quatro amostras encontravam-se contaminadas por Salmonella spp (patógeno presente na natureza, sendo o trato intestinal humano e animal seu principal reservatório natural).

 

A exposição dos produtos à temperatura ambiente nos mercados e feiras-livres também favorece a proliferação das bactérias, uma vez que a maioria das carnes dos mercados públicos se encontra pendurada em ganchos metálicos, sem proteção ou refrigeração e sujeitas a agentes contaminantes como poeira e insetos.

 

Para a professora Andréa Paiva, os principais problemas estão relacionados à falta de estrutura higiênico-sanitária dos matadouros e mercados públicos que abatem e comercializam o produto. Ressalta ainda a clandestinidade no abate, que, muitas vezes, são realizados nos quintais de suas residências ou em terrenos esmos, sem inspetor veterinário ou a devida fiscalização. “Essa situação compromete a qualidade final da carne e expõe a população a inúmeras enfermidades veiculadas por alimentos contaminados”, enfatiza.

 

A pesquisadora defende que os comerciantes sejam conscientes de que os produtos alimentícios que estão comercializando, tenham garantia de qualidade.  “A sociedade precisa conhecer a procedência da carne que está comprando e precisa também exigir uma carne de qualidade. A mão, utensílios sujos são os maiores veiculador de microrganismos. Os números de patógenos que foram encontrados nas carnes avaliadas nas feiras e nos mercados públicos são realmente preocupantes”. Pondera Andréa Paiva. As pesquisadoras recomendam que “Os mercados públicos são uma cultura dentro do nosso Estado. A idéia desse projeto não é acabar nem descaracterizar os mercados e as feiras-livres, e sim conscientizar os comerciantes de que as carnes devem ser conservadas dentro de vitrines refrigeradas e que os manipuladores destes alimentos precisam manter as mãos sempre limpas e higienizadas”, conclui a coordenadora do projeto.

 

Outra dica importante é que o consumidor deve acertar na hora da compra e no modo de preparo dos alimentos: dar preferência às carnes inspecionadas pelo SIF, SIE ou SIM (Serviço de Inspeção Federal, Estadual e Municipal), refrigeradas, nunca em temperatura ambiente. No momento das compras, a carne deve ser o último produto a ser adicionado no carrinho; ao término, seguir direto para casa para serem imediatamente guardadas sob refrigeração ou congelamento. Também deve-se observar as características organolépticas do produto, como: cor, aspecto e odor. Por fim, a orientação é de nunca consumir crua, mal assada ou mal cozida, quando os riscos de enfermidades microbianas são preocupantes.

 

Fonte: Nordeste Rural

 

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