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ASBRAER prope ao governo a criao de rgo para coordenar a poltica nacional de extenso rural

publicada em 21-07-2000

Brasília (DF) — Embora reconheça que a assistência técnica e a extensão rural são essenciais para o sucesso do Programa Brasil sem Miséria, carro-chefe da sua ação socioeconômica, o governo federal quer mais um tempo para refletir sobre a proposta apresentada hoje pela Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Assistência Técnica e Extensão Rural (Asbraer). A instituição defende a criação de um órgão, vinculado ao Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), que centralize as orientações políticas e os recursos orçamentários destinados à extensão rural, hoje, pulverizados em diferentes unidades do governo federal.

 

 

 

No encontro com o ministro Afonso Florence, do MDA, o presidente da ASBRAER e do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), Júlio Zoé de Brito, afirmou que os dirigentes das entidades estaduais têm convicção de que a extensão rural precisa ser fortalecida para que essas políticas públicas cheguem ao campo, onde há maior concentração de fome e miséria. Júlio Zoé estava acompanhado dos dirigentes das entidades estaduais Cleide Maria Amorim de Oliveira (Pará); Rubéns Ernesto Niederheitmann (Paraná); Jefferson Feitoza de Carvalho (Sergipe); Marcelo Lana Franco (Minas Gerais); e José Guilherme Tollstadius Leal (Distrito Federal), representantes de todas as regiões do país. 

 

 

O presidente da ASBRAER ponderou ao ministro que a pulverização de verbas revela uma “celebração de esforços do governo federal, mas o resultado não é bom”. E acrescentou: “Muito bom seria se tivéssemos um órgão, uma massa crítica, coordenando o alinhamento das políticas de extensão rural com os estados. A SAF (Secretaria de Agricultura Familiar) e o Dater (Departamento de Assistência Técnica e Extensão Rural) não contam com recursos suficientes para isso”. O orçamento para a extensão rural é de R$ 159 milhões.

 

 

 

O ministro Afonso Florence afirmou que refletirá sobre a sugestão da ASBRAER e aceitou a ideia de avaliar o estudo técnico que a associação encomendou, desenhando a estrutura de um possível órgão que dê consequência ao Sistema Único Descentralizado de Assistência Técnica e Extensão Rural (Sisbrater).

 

 

 

O mesmo tema foi tratado durante o encontro pela manhã com o secretário de Agricultura Familiar (SAF) do MDA, Laudemir André Müller. O presidente da Emater do Paraná, Rubéns Niederheitmann, lembrou que a assistência técnica existe há mais de 60 anos no país e resistiu ao desmonte ocorrido na década de 1990. Ele reconheceu que os serviços necessitam de ajustes. “Hoje, precisamos de uma coordenação operacional em nível nacional, atualizado e enxuto. Isso vai dar ao governo um instrumento adequado pela sua capilaridade e compromisso.”   “Representamos todo o país e não queremos resgatar a velha Embrater, mas desejamos algo novo que contemple a modernidade”, completou o vice-presidente da Emater/Minas Gerais, Marcelo Lana.

 

 

 

O secretário se mostrou disposto a aprofundar o debate. Ele reconheceu que a assistência técnica e a extensão rural têm grande importância para a qualidade da política governamental voltada à eliminação da miséria. Afirmou ainda que, durante a formulação e as negociações do programa, a possibilidade de atendimento individual às famílias, por meio dos extensionistas, foi essencial no processo de convencimento dos demais órgãos de governo. No entanto, avaliou que é fundamental mostrar resultados para, em seguida, levar ao alto escalão do Executivo federal as necessidades existentes, entre elas, eventualmente, a de criação de um órgão, como defende a ASBRAER. 

 

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Fonte: ASBRAER 


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