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Extensionistas do IPA executam ao pioneira dentro do Programa de Aquisio de Alimentos (PAA)

publicada em 27-12-2011

Os extensionistas dos escritórios municipais do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), em São José da Coroa Grande e Tamandaré, que prestam serviço de assistência técnica e extensão pesqueira e aquícola (ATEPA), Henrique Leite de Oliveira e Pedro Palmeira Rocha, executaram uma ação pioneira no Nordeste. Trata-se da primeira compra direta com doação simultânea de pescados marinhos, realizada por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), via Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O pescado foi comprado a uma associação de pescadores com 40 beneficiários diretos e 100 indiretos. A distribuição foi realizada no dia 13/12/11 para 600 famílias carentes, moradoras das comunidades de Costa do Sol, Gameleira, Jagata e das regiões periféricas mais carentes do município de São José da Coroa Grande.

O extensionista do escritório local do IPA em São José da Coroa Grande Luiz Henrique Leite de Oliveira, responsável pelo planejamento e elaboração do projeto, organizou três associações comunitárias de moradores e uma de pescadores, para que os beneficiários pudessem se enquadrar nas normas do PAA na modalidade de Doação Simultânea em parceria com a Conab.

Em um trabalho integrado que envolveu, ainda, o supervisor da Gerência Regional de Palmares, Artur Carneiro, foram realizadas reuniões na associação, emitidas as DAP´s para os associados e realizados um levantamento e uma pesquisa de preços de 11 novos produtos - albacora, biquara, cangulo, guarajuba, marisco, piraúna, saramunete, serra, tainha, xaréu e xira - que foram incluídos na lista de preços praticados pela Conab.

Pouco mais de 90% dessas espécies ainda não tinham sido incluídas dentro do PAA, no país. O lançamento do projeto com entrega e distribuição do pescado nas comunidades contou também com a participação do engenheiro de pesca, Gilvan Lira. Segundo ele, o pescado é um produto bastante perecível e, sendo proveniente de captura marinha, sua produção é bastante variável. Por isso, e comparando-o com os demais produtos agropecuários, a logística para beneficiá-lo e conservá-lo, de maneira adequada, até sua distribuição, sempre foi um entrave na viabilidade dos projetos submetidos ao PAA.

“Essa conquista servirá de exemplo para que outros extensionistas implantem a compra com doação simultânea de pescado marinho capturado nos demais municípios pernambucanos. Isso proporcionará às populações de baixa renda acesso a produtos de alta qualidade nutricional, elevando o consumo per capita brasileiro de 9 quilos pessoa/ano 12 quilos por pessoa/ano, conforme recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS), afirmou.


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