26 de setembro de 2016

Distribuição de Tilápia viabiliza repovoamento de 33 barreiros no Sertão

Na última sexta-feira (23), foram distribuídos 60 mil unidade de peixes juvenis da espécie tilápia (Oreochromis sp) no município de Itapetim, na região do Pajeú. A ação, que visa gerar renda, inclusão social e garantia da segurança alimentar das populações rurais, foi coordenada pelo Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), em parceria com a Secretaria Executiva de Agricultura Familiar de Pernambuco (SEAF), vinculados à Secretaria de Agricultura e Reforma Agrária do Estado (SARA), Prefeitura e UAST/UFRPE. Ao todo, serão povoados 33 barreiros na Zona Rural.

O engenheiro de pesca do IPA, Gilvan Lira, estima que, se os beneficiários respeitarem o período de crescimento dos peixes, após 6 meses, a produção pesqueira dos barreiros poderá chegar a 15 mil quilos. Com peso médio de 15 g, os peixes foram transportados pelo IPA em sacos com água e oxigênio , a partir da Estação de Piscicultura de Serra Talhada.
“Considerando que o preço do quilo da tilápia na região é de R$ 9,00, essa produção pode gerar um incremento na economia local de R$ 135 mil, além de contribuir para segurança alimentar de 1.250 pessoas”, diz Lira. Isso considerando a recomendação para uma alimentação saudável da Organização Mundial de Saúde – OMS , que é de 12 kg/pessoa/ano.

Desde 2015, o Governo do Estado já distribuiu cerca de 2,5 milhões de alevinos em diversos municípios, ao valor de R$ 250 mil, dentro do Programa de Peixamento de Barragens e Açudes de Pernambuco. Uma ação que requer investimentos de baixo custo, porém com resultados garantidos, que fazem diferença na vida dos que mais precisam. 

O programa prevê o povoamento de açudes públicos e/ou comunitários, e também de barragens, promove o aumento de produção da pesca artesanal e da piscicultura em Pernambuco, o equilíbrio ambiental da região e o auxílio na alimentação da população local.

O peixamento é feito com as espécies tilápia, tambaqui e carpas. Os beneficiados recebem ainda orientações sobre como fazer a condução do processo da maneira mais adequada, o trabalho de criação dos peixes, as técnicas utilizadas para que eles sobrevivam e a necessidade de ser preservar os mananciais.

 

Fonte: Núcleo de Comunicação do IPA