17 de outubro de 2016

Pesquisas sobre cebola são destaques na Revista Campo e Negócios Hortifrúti

O trabalho de pesquisas sobre cebolas, desenvolvido pelo engenheiro agronômico e pesquisador do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), Jonas Araújo Candeia, é destaque da Revista Campo e Negócios Hortifrúti. Intitulada: Variedades de cebolas adaptadas às diversas regiões, a matéria reúne informações relevantes sobre o assunto.
O pesquisador destaca que o Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA)  implantou, em 1972, de modo pioneiro, um Programa de Melhoramento Genético da Cebola que vem sendo executado ininterruptamente até o presente momento.

Segundo ele, esse Programa de Melhoramento tem como objetivo desenvolver variedades melhor adaptadas às condições edafoclimáticas, mais resistentes às principais pragas e doenças regionais, bem como dotadas de características compatíveis com as exigidas pelo mercado consumidor.

Como resultados estão disponibilizadas atualmente as variedades ValeOuro IPA 11 (bulbos amarelo) e Franciscana IPA 10 (bulbos roxo).  Posteriormente, a Embrapa Semiárido desenvolveu a variedade Alfa São Francisco, recomendada preferencialmente para cultivo no período de julho-dezembro.

Atualmente, essas variedades, juntamente com a Texas Grano 502, constituem o elenco de cultivares mais utilizadas, principalmente por parte de agricultores que exploram áreas em torno de 1,5 hectare por ciclo, pelo método de plantio indireto – semeadura em canteiros com posterior transplantio das mudas para o local definitivo.

Por outro lado, vem-se observando, nesses últimos anos, um significativo aumento no plantio dos híbridos: Serena, Dulciana, Fernanda, dentre outros, principalmente pelos agricultores mais tecnificados e de maior poder aquisitivo, com adoção do sistema de plantio direto.

No Brasil, a produção de cebola concentra-se nas regiões: Sul (RS, SC e PR), Sudeste (SP e MG), Centro-Oeste (GO) e Nordeste (BA, PE e RN, sendo este último Estado com área menos expressiva).

O Nordeste posiciona-se no cenário nacional como o terceiro maior centro de produção de cebola, tradicionalmente cultivada ao longo do Vale do Submédio do Rio São Francisco. Posteriormente surgiram outros polos de produção no Estado da Bahia (Irecê e Chapada Diamantina) e do Rio Grande do Norte (Mossoró).


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Fonte: Núcleo de Comunicação do IPA