22 de fevereiro de 2017

Parceria entre pesquisadores do IPA e Embrapa rende publicação na Revista Toda Fruta

João Emmanoel e Lira Júnior, pesquisadores do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), em parceria com o pesquisador Josué Francisco da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) descobriram, por meio de estudos, que o plantio do Sapotizeiro [Manilkara zapota (L.) P. van Royen], numa profundidade de 2cm, traria um desenvolvimento e um vigor maior da muda do sapoti.

A pesquisa, que foi divulgada pela revista Toda Fruta, na edição de nº 34, afirma que o processo de enxertia mais indicado para o tipo de plantio é garfagem lateral. Ação que ajuda a alcançar cerca de 80% de pegamento, em porta-enxertos com 18 meses de idade e diâmetros aproximados de 0,5 a 0,8cm.

De acordo com a pesquisa, os fruticultores garantem uma padronização no porte do pomar, evitam variação de época da colheita e pulverização. A enxertia é uma técnica de melhoria genética e consiste em inserir parte de uma planta matriz em outra planta igual. Com essa técnica o pomar torna-se mais resistente, de qualidade superior e garantida.

João Emmanoel, pesquisador do IPA e membro da Sociedade Brasileira de Fruticultura, comentou sobre a garantia da produtividade através da técnica pesquisada. “Como Pernambuco é um estado pioneiro no plantio do Sapotizeiro, buscamos uma técnica que garantisse a produtividade da planta matriz, pois com o uso da técnica tradicional, por meio do plantio de sementes, a possibilidade da muda ser igual à planta original só chega até 50%. E isso não garantia a padronização da plantação, que atrapalha a produtividade dos fruticultores”, explicou.