17 de março de 2017

Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA) recebe ciclo de palestras durante o mês de março

Após participar de edital da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia de Pernambuco (Facepe), o Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), está recebendo um ciclo de palestra com pesquisadores de Instituições de pesquisas do país. O evento, realizado no auditório da sede do IPA, em Recife, conta com seis encontros com pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Na próxima sexta-feira (17), será realizada a terceira palestra do ciclo ministrada pelo pesquisador Mario Lira Junior (UFPE). O encontro terá a temática “Diversidade e potencial fixador por nitrogênio de bactérias endofíticas (microrganismos que habitam no interior de plantas), em Capim Pangolão (Digitaria pentzii Stent) nos diferentes ecossistemas de Pernambuco.” O evento acontecerá das 9h às 12h, no auditório da sede do IPA e contará com a presença de pesquisadores do Instituto.

Primeiros encontros - A primeira palestra foi realizada, na última terça-feira (7), e foi ministrada pela pesquisadora da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (Embrapa Cenargen), Rose Gomes Monnerat. Que abordou a temática sobre o controle biológico de pragas agrícolas, relacionadas com as demandas do IPA.

Com a vinda, foi estabelecida uma parceria técnica entre a Embrapa Cenargen e o IPA de modo que a pesquisadora possa ajudar na elaboração, formulação e desenvolvimento de um produto a base de Bacillus thuringiensis (Bt), para o controle de larvas de Aedes aegypti, além do desenvolvimento de parcerias em pesquisa nas áreas de controle biológico de pragas agrícolas.

Já o segundo encontro, que aconteceu na sexta-feira (10), contou com a presença do pesquisador Rômulo Menezes, que palestrou sobre a “Sistematização de dados e desenvolvimento de metodologias para uso no sistema de alerta precoce da vulnerabilidade do rebanho pecuário da região semiárida de Pernambuco”. O pesquisador abordou sobre a fragilidade do bioma caatinga e a dificuldade do ciclo do nitrogênio no solo. Ele ressaltou que o solo tornando-se menos produtivo a cada em virtude do mau manejo e ações antrópicas (desmatamento, queimadas e superlotação animais).

Rômulo Menezes explicou que é preciso realizar medidas mitigadoras para evitar os prejuízos da má utilização do bioma, tais como: fixação biológica de nitrogênio usando material vegetal (turfa) com cultura de bactérias do gênero Rhizobium, em espécies leguminosas, além de plantio em curvas de nível.

Fonte: Núcleo de Comunicação do IPA