25 de julho de 2017

Nascente do Rio Camutanga é revitalizada

O Rio Camutanga ganha vida nova com o projeto de revitalização da nascente, que começou em maio deste ano. Para isso diversas ações vêm sendo executadas pelo Grupo de Trabalho Amigos do Rio Camutanga, que unem agricultores familiares, vereadores, comerciantes, moradores da cidade e alunos de escolas públicas rurais em prol desta causa. 

O projeto de revitalização vem sendo realizado pelo Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), órgão vinculado à Secretaria de Agricultura e Reforma Agrária, Prefeitura e Câmara de Vereadores Municipal, APNE- Associação de Plantas do Nordeste, Movimentos do Sem Terra (MST), Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas).

“Algumas nascentes já não brotavam mais água, a mata ciliar estava desaparecendo e o assoreamento aterrou grande parte do local”, conta o extensionista do Instituto Agronômico de Pernambuco, Éwerton Freire Ramos, que iniciou a ação.

Para isso, vem sendo necessário convocar e conscientizar as comunidades locais, encontrar parceiros de instituições, governamentais e não governamentais, para acompanhar e garantir a sobrevivência do Rio Camutanga.  “A seca é um problema constante que afeta a vida dessas famílias, dos animais e plantações durante boa parte do ano. O uso desse local de forma indiscriminada, o acesso inadequado do rebanho as suas margens, vinha a cada ano comprometendo a vida das nascentes, do Rio Camutanga", conta ele.

O projeto inicial contempla 1,5 quilômetros de margem, passando pelos assentamentos Josias Barros e Santo Antônio, que reúnem mais 135 famílias. Já foram replantadas cerca de 1700 mudas de espécies nativas. Com o uso de uma retroescavadeira foram realizados serviços de dragagem, para reverter os efeitos do assoreamento.  Partindo da nascente até a BR 408 o Rio Camutanga tem 11,05 quilômetros de extensão, do campo até a cidade. Os quilômetros restantes deverão ser recuperados nas etapas seguintes do projeto.

“Cercamos a área para garantir que os animais não destruíssem o que fizemos pisando ou se alimentando das mudas recém plantadas”, conta Ramos. Além disso, foram construídos bebedouros para os animais e um lavatório para roupas. A comunidade tem colaborado com a mão-de-obra para o plantio e manutenção das mudas. O projeto tem servido de exemplo para outros municípios, sendo também apresentado em cursos de capacitação para novos técnicos do IPA, com os objetivos de divulgar e incentivar ações semelhantes.

 

 

 

Fonte: Núcleo de Comunicação do IPA