08 de março de 2018

A importância da mulher no campo

Hoje, Dia Internacional das Mulheres, nós que fazemos o Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA) vamos falar um pouco da presença importante da mulher no campo, fundamental para o desenvolvimento não só do mercado, nas grandes empresas e fazendas, mas também da lida familiar, na pequena agricultura, levando mais cores e talentos, além de mostrar que, desde sempre, a mulher pode e deve ter postos de comando neste setor, a exemplo do próprio IPA comandado por Nedja de Moura, após 80 anos de Instituto.

Prova disso é que no ano de 2013 as mulheres ocupavam cerca de 10% na administração de propriedades rurais no Brasil. Em 2017 esse número cresceu para 30%; os dados são da pesquisa promovida pela Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio (ABMRA). As informações foram colhidas com 2.090 agricultores e 717 pecuaristas de 15 Estados.

As mulheres vêm ganhando cada vez mais espaço onde 39% estão nas pequenas propriedades, 42% nas médias e 42% grandes propriedades. Na pesquisa foi observado que as mulheres estão constantemente na busca por qualificação profissional voltada para a agricultura.

Como exemplo desta mudança na agricultura do país, temos o caso de sucesso da agricultora Maria Celma Rosendo da Silva, que é chefe da família e atualmente cuida de 3,9 hm², na cidade de Calumbi, no pajeú pernambucano.

Maria Celma começou sua história na agricultura trabalhando em terra de terceiros e após ser incluída em chamada pública, onde recebeu recursos em forma de fomento pode participar de capacitação por técnicos do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA).

A Agricultora também foi incluída no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), onde passou a comercializar parte de seus produtos. Assim a agricultora pode adquirir sua pequena propriedade e diversificar a produção com culturas de sequeiro e irrigadas por gotejamento a exemplo de banana, hortaliças, milho e feijão.

Ela possui também uma pequena área com capim e sorgo forrageiro para alimentar os animais, forragens estas que são passadas em seu mine triturador  promovendo um maior aproveitamento. Celma possui duas vacas utilizadas para produção de leite para o consumo da família e produção de queijo.

Hoje, Dona Celma é uma vitoriosa e prova que a mulher é, antes de tudo, muito forte. Através do seu sucesso pessoal, ela exibe orgulhosa em sua sala a foto da conclusão do segundo grau de sua filha, além de ter conseguido sair das terras de terceiros e ter seu próprio sítio às margens do rio Pajeú, conhecido como Sítio Jurema. Viva as Donas Celmas, Viva às mulheres. Parabéns não só hoje, mas sempre.

 

Fonte: Núcleo de Comunicação