19 de abril de 2018

Em Custódia, agricultora aposta nos derivados do leite de cabra

Vem da cidade de Custódia, no Sertão do Moxotó, a história de Ivonete Resende, 46 anos. Mãe dedicada de dois filhos, a sertaneja não se apega as adversidades da vida e mostra, com sorriso no rosto, sua criação de cabras leiteiras em sua propriedade. É de lá que ela tira o sustento e mostra seu talento em manipular alimentos derivados do leite dos caprinos.

Dona Ivonete começou a testar em sua própria cozinha receitas de iogurte, doces, queijo e requeijão. Seus familiares, amigos e vizinhos foram os primeiros a testar os produtos naturais. O requeijão e os doces vêm tendo uma grande aceitação e ela resolveu comercializá-los e mesmo encontrando certa dificuldade na venda dos produtos in natura, ela não pensou em parar. Muito pelo contrário: resolveu fazer cursos e tentar a criação de novos derivados do leite.

Para isto, dona Ivonete conta com orientação dos extensionistas do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), José Alencar e Tito Ferraz, dos escritórios de Custódia e da regional de Serra Talhada, respectivamente. A caprino cultora recebe atenção do IPA, órgão vinculado à Secretaria de Agricultura e Reforma Agrária de Pernambuco (Sara), desde a década de 90.

Inicialmente a comunidade que Ivonete faz parte era produtora de goiaba, banana, milho e feijão. Mas devido aos grandes períodos de seca no Estado, ocorreu uma mudança no tipo de cultivo para a caprinocultura de corte seguida de leite.

Hoje Ivonete está na busca pelo aumento de comercialização e produção dos seus produtos naturais, com marca criada e tudo, além de ser integrante da Associação de Agricultores do Sítio Brabo. A meta é vendê-los nas exposições, feiras de produtos orgânicos, fora do Estado e do país.

A sertaneja ressaltou a importância do IPA na nova etapa da comunidade e que sonha com a ampliação da venda dos novos produtos. “Com a ajuda do IPA nós organizamos melhor e assim tivemos que tentar outras formas de vender nossos produtos e aumentar nossa renda. Isso agrega valor e ampliando nossos ganhos. Tenho sonho de nossos produtos serem reconhecidos fora do Estado e do país. Já que são naturais e sem conservantes”, disse a agricultora.

 

Fonte: Núcleo de Comunicação