11 de outubro de 2018

Com uso de tecnologia, projeto do IPA pode ajudar o homem do campo a projetar cenários climáticos e de produção

Cada vez a tecnologia tem se mostrado aliada ao homem e aos projetos do campo. Se antes gestores públicos e produtores rurais não teriam como se antever, precaver e projetar cenários para produção de forragem e condições de vulnerabilidade animal frente às mudanças climáticas da nossa região, agora, através do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), órgão vinculado à Secretaria de Agricultura, este cenário pode mudar. É que o IPA está desenvolvendo, entre outros projetos, o denominado “Monitoramento dos Estoques de Biomassa da Caatinga e Desenvolvimento de Sistema de Alerta da Vulnerabilidade do Rebanho Pecuário da Região Semiárida de Pernambuco” que teve seus resultados apresentados em reunião hoje (11) na sede do Instituto, em San Martin.

O projeto consiste em utilizar imagens de satélite e drones para monitorar a produção de forragem para alimentação animal e as possíveis condições futuras dos animais, bem como do clima com dados fornecidos pela Agência Pernambucana de Águas e Clima (APAC).  Na prática, o estudo quer viabilizar aos gestores e produtores rurais a possibilidade de se planejar se vai chover ou não; se a produção de forragem será aumentada ou diminuída; se o animal poderá passar fome ou não, para que, assim, evitem prejuízos e perdas significativas.

“É uma ferramenta que vai ajudar gestores e produtores no enfrentamento à escassez de alimento, por exemplo, além prospectar cenários para decisões”, diz Josemar Gurgel, coordenador técnico do estudo, em parceria com o pesquisador Rômulo Menezes.

No encontro de hoje à tarde, que teve como objetivo apresentar os resultados ficou definido que, com base nos dados climáticos fornecidos pela APAC, serão gerados cenários da estimativa da produção de forragem no estado e vulnerabilidade do rebanho para 2019, a ser colocado em prática a partir de fevereiro do próximo ano. De domínio público, então, todas as informações serão disponibilizadas na página do IPA para que gestores ou produtores rurais tenham acesso.

 

Fonte: Núcleo de Comunicação do IPA