15 de janeiro de 2020

Governo de PE lança edital para implantação de dessalinizadores

O Governo de Pernambuco lançou a licitação do Programa Água Doce (PAD), uma ação coordenada pelo Ministério do Desenvolvimento Regional e executada em parceria com a gestão estadual. O programa é orçado em R$ 36,9 milhões, sendo R$ 33,2 milhões da União e R$ 3,7 milhões de contrapartida do estado, prevendo a instalação de 170 sistemas de dessalinização em poços de água salobra, beneficiando cerca de 60 mil pessoas em 21 municípios do Semiárido pernambucano.
 
A previsão para conclusão das obras é de 12 a 24 meses, e após a instalação dos sistemas. O programa prevê também a manutenção básica durante 12 meses, sendo o período para que as comunidades se capacitem na manutenção dos equipamentos. A instalação dos sistemas foi dividida em três lotes, contemplando os municípios de Águas Belas, Iati, Manari, Paranatama, Venturosa, Alagoinha, Caetés, Capoeiras, Cumaru, Frei Miguelinho, Jataúba, Riacho das Almas, Salgadinho, Sanharó, Santa Maria do Cambucá e Vertente do Lério, Afrânio, Dormentes, Santa Cruz e Trindade.
 
Segundo o secretário de Desenvolvimento Agrário do Estado, Dilson Peixoto, o programa chega para garantir a infraestrutura hídrica no Agreste e Sertão juntamente com outras ações. “Além do Programa Água Doce, em 2019 entregamos 2.944 cisternas de 16 mil e 52 mil litros e, ainda neste mês de janeiro, devemos assinar a ordem de serviço do Programa de Integração do Rio São Francisco (Pisf), que vai beneficiar 12 mil pessoas residentes em comunidades localizadas a até cinco quilômetros dos canais Norte e Leste da Transposição do São Francisco”, disse.
 
Durante o Semiárido Show, evento realizado pela Embrapa de Petrolina, a diretoria de Recursos Hídricos do Instituto Agronômico de Pernambuco instalou em parceria com a Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), um dessalinizador. O modelo do equipamento foi bastante visitado pelos agricultores que maracaram presença no evento.
 
O dessalinizador solar é um equipamento de baixo custo de implantação e manutenção, com capacidade para produzir água potável sem uso de eletricidade e livre de produtos químicos, é alternativa para famílias do semiárido brasileiro, que enfrentam longas estiagens e sofrem com escassez de água de boa qualidade.
 
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Fonte: Núcleo de Comunicação