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IRRIGAÇÃO E DRENAGEM

José Nunes Filho
Vital Artur de Lima e Sá

QUAL O OBJETIVO DA IRRIGAÇÃO?

         Fornecer uma quantidade adequada de água às plantas, de maneira que, juntamente com as demais operações agrícolas como adubação, mecanização, controle de pragas e doenças, entre outras, contribua de forma mais efetiva para o aumento da produtividade das culturas.

QUAIS AS VANTAGENS E DESVANTAGENS DA IRRIGAÇÃO?

Vantagens

  • viabiliza o aumento da produção e produtividade;
  • melhora a qualidade do produto colhido;
  • permite colheita na entressafra;
  • amplia o período de produção e permite o escalonamento;
  • aumenta o índice de exploração agrícola e a resistência vegetal; e
  • possibilita a fertirrigação.

Desvantagens

  • alto custo inicial do investimento; e
  • falta de mão-de-obra capacitada para operação e manutenção dos principais sistemas de irrigação.

QUAIS OS PRINCIPAIS SISTEMAS DE IRRIGAÇÃO?

  • superfície (inundação, sulcos etc.);
  • aspersão (convencional, pivôcentral, auto-propelido etc.);  e
  • localizada (microaspersão, gotejamento, xiquexique, mangueira etc.)

O QUE DIFERENCIA OS SISTEMAS DE IRRIGAÇÃO?
               
            A forma de condução e aplicação de água às plantas:

  • na irrigação por superfície, a condução da água no sistema (canais ou tubulações) até qualquer ponto de infiltração, dentro da parcela a ser irrigada é feita diretamente sobre a superfície do solo;
  • na aspersão, a água é distribuída sob a forma de gotas sobre o solo, assemelhando-se a chuva; e
  • na irrigação localizada, a água é aplicada na área ocupada pelas raízes das plantas, formando um bulbo molhado ou faixa úmida, dependendo dos espaçamentos da cultura e dos emissores de água.

QUE FATORES DEVEM SER CONSIDERADOS NA ESCOLHA DO SISTEMA DE IRRIGAÇÃO?

            A seleção do sistema de irrigação a ser usado deve ser baseada na viabilidade técnica, econômica e social, considerando os aspectos de:

  • solo (tipo e uniformidade);
  • água (quantidade e qualidade);
  • clima;
  • cultura; e
  • manejo da irrigação.

TODA ÁGUA É BOA PARA IRRIGAÇÃO?

            Não. Se ela contiver teores elevados de sais, materiais em suspensão e a presença de microorganismos patogênicos, pode impedir o seu uso para irrigação ou, então, afetar a escolha do sistema de irrigação e da cultura a ser implantados. Esta situação é relativamente freqüente nas áreas circunvizinhas a grandes cidades.

COMO SABER SE A ÁGUA É PRÓPRIA PARA IRRIGAÇÃO?
           
            Realizando a sua análise nos laboratórios do IPA, da Embrapa, Universidades Federais e de outras instituições credenciadas, dependendo do tipo de problema a ser detectado: salinidade, sodicidade e aspectos sanitários relativos à saúde humana do produtor e consumidor.

QUANDO SE IRRIGAR?

            A irrigação deve ser realizada quando a deficiência de água no solo for capaz de causar decréscimo acentuado nas atividades fisiológicas da planta e, conseqüentemente, afetar o desenvolvimento e a produtividade.

QUAL A QUANTIDADE DE ÁGUA NECESSÁRIA PARA IRRIGAR UM HECTARE/DIA?
           
A quantidade de água depende da cultura, do tipo de solo, do clima e da eficiência do sistema de irrigação adotado. Considerando uma lâmina de 8mm/dia, resultará num consumo de 80.000 litros de água por hectare/dia.

QUAL O CUSTO MÉDIO DOS SISTEMAS DE IRRIGAÇÃO MAIS UTILIZADOS?
           
De uma maneira geral, os sistemas por superfície são os de menor custo de investimento, os de aspersão de custo médio e a localizada (gotejamento e microaspersão) de maior custo por unidade de área. No entanto, quem escolher o sistema mais barato durante a implantação, poderá ter um custo operacional maior, como no caso das irrigações por superfície e aspersão. Em média, os sistemas apresentam os seguintes valores de aquisição e implantação por hectare:

  • superfície:          R$ 1.000,00 a R$ 1.500,00
  • aspersão:            R$ 2.000,00 a R$ 4.000,00
  • microaspersão:   R$ 2.500,00 a R$ 5.000,00
  • gotejamento:      R$ 3.000,00 a R$ 6.000,00

Obs.: Valor do dólar comercial R$ 2,92

O QUE É DRENAGEM AGRÍCOLA?

            É o processo de remoção do excesso de água dos solos, de modo que lhe dê condições de aeração, percolação, estruturação e resistência, a fim de torná-los viáveis à exploração agrícola.

QUAIS AS FINALIDADES DA DRENAGEM?

  • incorporação de novas áreas à produção agrícola;
  • aumento de produtividade das culturas;
  • controle de salinidade e/ou sodicidade;
  • recuperação de solos salinos; e
  • melhoria da saúde pública e animal.

QUAIS OS TIPOS DE DRENAGEM?

Superficial – desaguamento ou saneamento, que consiste na eliminação, o mais rápido possível, da água que cobre a superfície do solo.

Subterrânea – drenagem propriamente dita, que tem por objetivo eliminar o excesso de água e/ou sais da camada de solo ocupada pelas raízes das plantas.

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